Não tenho pretensões


a ser o supra sumo da língua portuguesa. Dou erros de ortografia, esporádicos, creio, mas dou. Também acontece enganarmo-nos na digitação do texto. Acontece termos dúvidas. Acontece hesitarmos perante a grafia de certas palavras. Acontece termos de as visualizar para percebermos o erro. Tudo isto é admissível.
Mas depois há aqueles erros básicos, tão básicos que nos revoltam as entranhas, em palavras que fazem parte do nosso léxico desde que aprendemos a juntar letras. Para esses, repetidos até à exaustão, não encontro justificação crível.
É uma deformação muito minha, esta de corrigir erros de ortografia. De tal modo que me torno irritante para os outros e paranóica comigo mesma. Mas que mal há em sermos exigentes com o trabalho que se faz? Que mal há em aprendermos, em corrigirmos os nossos erros? Isso não é um sinal de inteligência?
Não posso aceitar serenamente que as televisões, adeptas fervorosas das notas de rodapé (essas que nos distraem das notícias, juntamente com informações climatéricas, horárias, de trânsito, de oscilações nas Bolsas, etc.), desenrolem perante o nosso olhar incrédulo erros atrás de erros, numa profusão tal de afrontas à língua de Camões, Pessoa, Sophia, Eugénio, Ary e de todos nós, que quase nos deixam na dúvida sobre a nossa sanidade mental, ainda por cima fazendo-nos correr o risco de tais "palavras novas" passarem a ser as legítimas substitutas daquelas que fizeram o seu percurso para serem o que são hoje.
Muitas vezes será pura desatenção. Outras vezes não se sabe mesmo como se escreve. Porque não se lê o suficiente, talvez. Mas não se lê porquê? Não deve ser por falta de tempo, porque nem que seja quinze minutos antes de dormir, conseguimos despachar vinte ou trinta páginas, de preferência de um livro bom. Também não deve ser por falta de dinheiro porque, à falta de tempo para os ir buscar à biblioteca lá do sítio, há sempre um amigo disposto a emprestar o livro que acabou de ler. Ou será puro desinteresse? Uma apatia e uma aceitação cega por tudo o que nos quiserem impingir como verdade aceitável?
Isto já para não falar do desconhecimento do significado das palavras que se ouvem e utilizam, e da falta de curiosidade em descobrir o que nos pretendem transmitir.
Agora podem reler e apontar-me os erros, é possível que haja alguns, até porque não tenho corrector ortográfico, mas o desabafo é um direito inalienável de que nenhuma revisão à Constituição nos pode privar. Digo eu.

4 Comments:

Anonymous LolaViola said...

E eu acho que dizes bem.. e escreves melhor.***

março 22, 2006 9:18 da tarde  
Anonymous jota said...

mnstro dos negoxios extrageiros deklarou ke kartoons do prof maomé foram uma pruvukasão.

É sempre bom ler-te. Com ou sem erros.

março 24, 2006 2:54 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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fevereiro 15, 2007 2:33 da tarde  
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