E depois

há aquelas outras amizades, as que se construíram com bases verdadeiramente sólidas, as que ali estão para o que der e vier. As que nos deixam lamechas. As que nos misturam no rosto a vontade de chorar com a de rir.

Amiga
Ei, amiga, sabes como me dói essa tristeza no teu olhar, essas lágrimas contidas nos teus olhos grandes e brilhantes? Tu, minha guerreira, debaixo dessa armadura que julgam indestrutível, escondes um coração apertado, caminhas de mão dada com o inconformismo e com as incertezas que afinal, amiga, todos nós temos. Revoltas-te porque queres ser forte, porque queres encontrar o caminho para a feilicidade. Quero dizer-te que, ao contrário do que me dizes, não és tu que estás errada. Não é errado procurar o nosso caminho, não nos conformarmos, não nos calarmos. Mas a fraqueza vem, eu sei. A impotência perante determinadas situações da vida toma conta de nós, deixa-nos num vazio imenso, isola-nos da vida.
Mas não estás só, amiga.
Falaste-me hoje de empatia. Hoje olhei-te como uma mulher frágil, como a amiga com quem posso contar, como a irmã que nunca tive. E abracei-te sem braços, beijei-te a face sem lábios, passei as minhas mãos pelos teus cabelos sem nenhum gesto. Numa cumplicidade, numa empatia que apenas a verdadeira amizade conhece. Como sempre, num respeito pelo silêncio e numa disponibilidade e entrega total.
Hoje quiseste falar e eu ouvi-te. Ouvi-te da mesma forma que te oiço no silêncio, quando as palavras não querem sair, quando preferimos estar caladas e nos sentimos confortadas por alguém compreender que é assim que queremos estar.
O destino juntou-nos há bastantes anos, fez-nos crescer juntas, proporcionou-nos lágrimas e sorrisos, bons e maus momentos, fez-nos evoluir como pessoas, como mulheres, como seres humanos e lançou uma semente, uma semente pequenina que brotou da terra e fez nascer uma flor chamada amizade.
Chora, amiga, quando tiveres vontade, grita para que te possas ouvir, sussura quando estiveres triste, pois há sempre alguém que te ouve, mesmo que te julgues sozinha. Não tenhas medo de estar triste, pois amanhã o dia será melhor, há sempre uma luz ao fundo do túnel, há sempre uma razão que nos segura e nos deixa vestir de novo a armadura para mais uma batalha: a batalha da vida.
Que interessam as escolhas que fizemos, os erros que cometemos? O que nos garante que não seguiriamos caminhos ainda mais tortuosos, que nos fariam sofrer ainda mais? Vamos fechar o passado, amiga? Vamos fazer mais um esforço para sermos felizes?
Hoje queria apenas dizer-te que me deixas assim, sem saber que fazer, sem saber como ajudar-te, que me deixas o pensamento repleto de ti, mas com a certeza de que tu sabes que estou aqui, que estou à distância de um pensamento, de um olhar, de um abraço. E que como há tantos anos, caminho de mão dada contigo. Podes ter a certeza, Amiga, eu estou aqui, contigo.
Flor *

3 Comments:

Anonymous Flor said...

Oiço-te no silêncio, e é no silêncio que consegues ler também as minhas palavras, essas que por vezes escrevo, mas que não eram necessárias. Porque tu as conheces. No silêncio. Num olhar.

março 29, 2006 10:54 da tarde  
Anonymous Brisa suave said...

Sei bem o sabor dessas amizades... oh se sei!... São reconfortantes.

março 30, 2006 12:46 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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março 06, 2007 7:54 da tarde  

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